segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Estopa

Estou com vontade de chorar
Pode ser TPM...mas eu sei que não é
Não consigo escrever
Pode ser cansaço...não é
Tenho que chorar de pouquinho em pouquinho
Para minha mãe não perceber
E me perguntar o porquê
Eu não saberia dizer, explicar
Ah!Quero um mundo só pra mim
Com meu jeito de viver
Não consigo reagir sobre pressão
Não quero mais esse rítmo, essa dinâmica
Não quero mais padrões
Não
Não
Não
A vida é minha,Porra!!
Se eu quiser me estragar
Se eu quiser brincar
Se eu quiser não querer
Se eu quiser parar
Eu paro
EU PARO

Deve ser o cansaço, fui dormir tarde
Porque não sigo o mundo dos outros
Eu faço o meu dia
Minhas configurações estão perfeitas as pessoas é que não percebem
Sabe! Isso não é pra mim
Eu, justamente eu que finjo estar bem sempre
Mas que finjo estar chatiada às vezes
Para que me percebam
Bobagem sua MENINA!!!!!!!!!!!
Está na hora de crescer
De enfrentar essa porra de mundo, com essas porras de pessoas hípocritas
Para que seu pai tenha orgulho de você
E não chore mais pelas coisas que você não fez
Não consigo escrever
Meus olhos estão molhados
Sinto que estou impregnada, SUJA
Me olho no espelho e só vejo uma porra de uma menina, que não consegue fazer nada sozinha!!
Não tenho personalidade
Acho que ainda não aprendi a viver
Não irei me arrepender de nada que escrevi , aqui é o único lugar que eu posso falar sem ser sencurada ou interrompida
Foda-se vocês

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Menino


Menino
Não me faça correr.Não posso mais, não consigo mais
Vamos! Me traga o cigarro.
Obrigada meu tesouro.
Menino! Não me olhe assim
Não estou a fazer nada
Não quero fazer nada
Por enquanto
Me diga ,você gosta de mim?
Eu também. Menino! Não me olhe assim
Porque tem esses olhos de Meu?
Porque é meu, não é ?
Vamos não dirija seus olhos como um motorista bêbado
Agora você pode olhar para mim.
Não me faça chorar seu moleque .
Nunca ! Nunca me faças chorar
Se um dia eu chorar serão por teus olhos que irei derramar minhas lágrimas.
Menino
Estou cansada de te ver sentado
Levante e vá buscar o cigarro para mim, sem correr
Está muito lento
Você gosta disso não é?
Vai
Eu sei
Vai
Menino
Não corra já disse, não posso mais, não consigo mais
Está vendo ali ?
Sou eu
Não me pareço mais, acho
Me diga você gosta de mim?
Pois eu não
As vezes é facíl se ver , outras é tão mais...cansativo.
Menino
Vai lá
Mas me traga o cigarro e o espelho , o vinho...só
Não me olhe assim com esses Meus olhos senão...
Vai
Eu sei
Menino
Vem devagar
Eu aguento a deformidade minha
E essa sua inocência me irrita às vezes
Mas o que posso fazer se você me trata assim. Me salvar agora seria...criar obstáculos para sua própria vida
Não estou a fazer nada
Não quero fazer nada
Nunca mais
Paro de tragar
Traga só o espelho, quero me pintar
Essa sua inocência me encanta
Quero minha lata de flor

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Assim devagar


Eu sou o Black que fumo as vezes.Eu me consumo.Eu me despenco e me esforço, mas é como um filme velho, gasto, sem cor, sem som.Tudo acaba um dia, você se acaba e me acaba e eu te acabo e em nessa troca de favores eu me acabo.E se eu quiser prosseguir com isso tudo...É melhor saber que os sonhos durão até o momento em que são alcançados, depois disso ficam como um filme velho, gasto,sem cor,sem som. Mas é bom saber disso, saber assim devagar, assim premeditado. Saber que tudo é assim...e acaba. Como um filme velho , gasto, sem cor, sem som e um Black que fumo as vezes.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Estranhamento


Se, no final, a porra é sujeira,de que valeu o prazer?
Todo fim, cara no espelho,
e o diálogo consigo mesma:
“-Estúpida!

”Porque eu me faço demente e aceito o sonho como único universo a que pertenço.
Mas não sei andar em nuvens.
Se, no final, a euforia é o vício,de que vale a droga?
Todo fim, corpo em pedaços,
e na reconstrução para o amor:
“-Seu cabaço!”

Luiziana


Flor mesclada de amor e rancor.Quero sentir de novo o seu gosto no meu cigarro.Pra quê beber?!!É só chorar;Pra quê chorar?!!.Deixa eu só matar a minha fome do seu corpo jovem.O meu prazer vem da sua carne mastigando a minha bem devagar ,no rítmo da música. O nojo vem com o tempo, mas a necessidade do material é maior.Estuprada.Comida.Fudida.Acho que minha pele está perdendo a cor, as linhas estão aparecendo cada vez mais em todos os cantos.Eles me deixaram sozinha.Aqui.Nessa sala escura.Mas estou satisfeita com meus retratros de antepassados na parede, meus tapetes persa.Meu cabelo perdeu o brilho de tantos puxões.Não consigo mais fechar as pernas, elas estão condicionadas.Não consigo levantar para colocar um sapato , o assoalho está tão gelado.Meu vermelho acabou.