segunda-feira, 31 de maio de 2010

Diário


Estou rodeada de gente, coisas...sabe?! coisas, coisas mesmo.E ao mesmo tempo que estou me deleitando nisto, começo a fugir devagar para teu corpo-rítmo,e me vejo não mais lá...mas no teu mar.

Desculpe a viagem...pela minha fadática memória, às vezes surjem essas depressões.Foda-se. Você não está nem um pouco necessitado de minhas explicações.É o costume.Vivo para isso, só para dar explicações, eu não seria nada sem elas, me salvam, me rendem.Por isso as vezes me enfio em mim, para não expulsá-las, porque sei que um dia vou precisar delas, nem que se for para explicar a minha morte. Bom! mas não foi na morte onde paramos...paramos mesmo foi no nascimento.

Nasci numa noite na praia e naquela noite recebi um nome que durou enquanto durou o amor...me rodeavam os saxofones e fui banhada por mãos mais delicadas que as minhas. Aquelas mãos que me dedilhavam. Que acariçiava as palmadas. Elas me salvaram de tantas coisas.
Eu queria trazê-lo para cá, para o castelo! Mas tudo era tão impossível...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sulga-me. Sulgo-te.