sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quando cada gota de suor escorre por entre os fios de cabelo, te lembrando que ainda sente tudo, sua pele que ainda sente depois de tudo adormecido, depois de não se lembrar de tudo... E o cabelo enroscado no braço, fazia um nó de desatino. A pele seca raspando entre o resto, o suor aparecia de intruso hidratando os poros desabitados, tudo seco, raspando tudo.
Era sim lembrado os músculos que movia, a dor era absoluta e o suor...frio, olhava diretamente para alguma coisa que não estava ali, mas queria que estivesse. Tudo era maior, flutuando sobre os olhos. Dançando levantei, os cabelos eram um ninho só, o que via era só uma luz refletindo uma beleza sem fim.
Mar de suor salgado, que me secara, usara e me deixara estirada no chão, como alga perdida longe de casa e de longe fui me encaixando entre o quadris, me fazendo caminhar, fincando os passos indo em sua direção. Brigamos novamente, foi uma luta corporal férrea, mas ele consegue me derrubar sempre, me dando curvas, olés, me derruba no chão e me entope inteira.

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