Essa coisa toda de apertos, mãos, olhares, bocas me assusta um pouco, nunca foi assim. Essa incrível afinidade e intimidade que não sei de onde veio e não sei a onde vai parar, mas por isso me sinto mais mulher, mais feroz, mais viva.
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Procura-se
O que está acontecendo? Como pude fazer isso...? Como pude não fazer isso? Porque me deixei levar pela normalidade e não mergulhei-me mais. Esses eventos diários me desajustam, me enterram abaixo de amálgamas dessa superficialidade online. Como pude fazer isso comigo...deixar de escrever. Debruçar-me sobre mim em palavras era a única coisa que me salvava. Mas fui engolida pelo que mais temia, a rotina, o esquecimento, a superfície. Eu me sabotei por esses anos que não me escrevi. Eu me sabotei na vida. O medo de ser *extra tornou-me *ordinária. Essa vereda parece que não tem volta. Meus amigos daqui sumiram, ninguém mais escreve, agora postam foto . Porque me deixei levar? Porque me subestimei tanto a ponto de abandonar-me? Volto agora com fome de palavras, pois o amor já não existe mais, a admiração tão pouco. É necessário ser quase santa para ser amada É necessár...
Forte
Estou tão vazia e cheia do mundo. E o mundo está tão cheio de gente vazia. Estou prestes a perder as estribeiras. Serei eu feita de barro, derreter sob a lua, sorrir pela simples gota de orvalho refrescando a nuca quente que dissolve qualquer coisa. Movimento frígido, compactado, completamente dançando na companhia do vento e ele representando tudo o que é possível se fazer com seu corpo, acompanhando o seu torneado te leva a outro instante minino do fragmento de memória que se passa por nós sem percebermos. Num instante e tudo se passa, correndo. No final sei que crescente serei flor de pedra, calcificada para sempre no vale de sonhos futuros, onde nem ao menos podemos existir de verdade e nem ser quem queremos ser e sim flor, minhas raízes incrustadas vai sugando todo o sulco invocado dos espíritos selvagens que me invadem, transformando minha alma em luz transcendente, iluminando todos os animais, irmãos de terra que me fazem correr como cavalo, cavalgo furiosamente por dent...
Creio que é impossível não ler essas breves - porém muito bem escritas - linhas e não lembrar de Capitu. Posso até mesmo sentir a transformação acontecendo no âmago da menina, que acaba de descobrir a força que tem dentro de si, despertada, claro, pelo poder desse nosso conhecido, o amor.
ResponderExcluirClaro que essa não é a única interpretação para o post, mas foi a que me pareceu mais adequada. De resto, sinto, ao lê-lo, uma intensidade típica de grandes artistas, os quais, bem ao estilo minimalista, transmitem o tudo com o quase nada.
Enfim, meus sinceros parabéns, e saiba que sinto-me honrado de poder comentar no blog de tão grande escritora e atriz! Beijos, até a próxima.
Ahhh...as descobertas...
ResponderExcluirExiste algo tão único quanto isso?
Descobrir o novo e saborear cada parte que a princípio chega como algo assustador e vai se tornando tão íntimo e prazeroso.
Incrivel depoimento mari...
Só alguem tão intensa consegue descrever isto de modo tão doce e açucarado.
Beijos garota..
adoro seu trabalho sempre estou aqui conferindo as novas postagens, continue escrevendo parabens
ResponderExcluirate...